terça-feira, novembro 18, 2008

Maroon 5 canta e encanta público em SP

Apesar do show curto, com 1h15 apenas, grupo teve a participação do fãs em todas as músicas, que cantavam em coro os hits da banda





Com 15 minutos de atraso, a banda Maroon 5 subiu ao palco em uma casa de shows em São Paulo ontem (09/11/09), depois de quatro anos sem pisar no Brasil, para delírio dos fãs. Abrindo o espetáculo com o hit “This Love” (do álbum “Songs About Jane”), cada uma de suas músicas era cantada em coro, do começo ao fim.
A apresentação seguiu com o público registrando em fotos e vídeo (apesar de teoricamente serem proibidos de entrar com câmeras) cada passo do vocalista Adam Levine. Cheio de ginga, Adam chegou até a escorregar e cair sentado diante do público. Contornando o fato, o cantor disse que nunca havia caído em nenhum de seus shows, e que foi maravilhoso desabar pela 1ª vez em São Paulo. Os espectadores riram e aplaudiram.
Na seqüência, as mais esperadas “She will be loved” e “Sunday Morning”, do álbum “It Won’t Be Soon Before Long”, foram tocadas, e depois da despedida clássica e do bis da platéia, o grupo voltou e emendou “Harder to Breathe” e “Sweetest Goodbye”, fechando o show em uma hora e quinze minutos cravados.
Luíza Araújo, estudante de biologia que foi sozinha ao evento, não se arrependeu. Segundo ela, o show foi curto, mas inesquecível. Ao que parece, todos os eufóricos fãs concordam com ela.

História

O grupo de pop rock Maroon 5 é formado por Adam Levine (vocal e guitarra), James Valentine (guitarra), Jesse Carmichael (teclado), Mickey Madden (baixo) e Matt Flynn (bateria). Com pouco mais de 10 anos de atuação, eles são conhecidos pelo sucesso e pela quantidade de prêmios que já receberam. Desde 2004, colecionam 14 prêmios como reconhecimento de seu trabalho, além dos 26 discos de platina pelo álbum de estréia, “Songs About Jane” (2002), que teve mais de 10 milhões de cópias vendidas.
Foi com o hit “This Love” desse álbum que a banda se tornou conhecida internacionalmente. A música ocupou o primeiro lugar das paradas brasileiras por várias semanas e entrou para a trilha sonora da novela global “Senhora do Destino”.

Biografia

Os integrantes Adam Levine, Jesse Carmichael, Mickey Madden e o então baterista Ryan Dusick se conheceram quando eram adolescentes. e começaram a tocar juntos sob influência de artistas como Nirvana e Pearl Jam. A banda, chamada “Kara’s Flowers” e o primeiro álbum, “The Fourth World”, gravado em 1997, não obteve sucesso.
Os jovens, então, resolveram dar um tempo na carreira da banda para cursar faculdade. Foi durante esse período que mudaram o estilo de música, agora direcionada também ao R&B e ao hip-hop. Em 2001, reuniram-se novamente, contando também com a participação de James Valentine como guitarrista. Com cinco integrantes, o grupo muda seu nome para Maroon 5.
Em 2002, eles lançam o premiado álbum de estréia “Songs About Jane”, cujas mais de 10 milhões de cópias no mundo concederam 26 discos de platina ao Maroon 5. No ano seguinte, Ryan Dusick, baterista da banda desde “Kara's Flowers” anuncia sua saída da banda por conta de lesões no braço, substituído então por Matt Flynn.
“It Won’t Be Soon Before Long” começa a ser divulgado em 2007, após um período de quatro anos sem shows da banda. O álbum tem influências de ícones dos anos 80 como Prince, Michael Jackson e Talking Heads, e reflete também as contribuições do novo baterista Matt Flynn. O primeiro single foi “Makes Me Wonder”, que ficou três semanas no topo da Billboard.

sábado, setembro 27, 2008

A falta de tempo me complica...

Olá fiéis leitores, sedentos por novas informações de passeios incríveis e jornadas fantásticas.

Peço desculpas pela longa ausência, mas a união das siglas TCC (trabalho de conclusão de curso) e EPTV, onde eu trabalho, estão esgotando as parcas 24 horas do meu dia.

Dessa forma, me resta apenas divulgar um outro blog, parte do projeto de tcc.

Não deixe de conhecer novas informações no

http://biosferatv.blogspot.com


Abraços e até a próxima!

LARCF

terça-feira, setembro 09, 2008

Gisele Bündchen planta árvores em Campinas

Gisele Bündchen realiza plantio simbólico em viveiro em Campinas

A übermodel Gisele Bündchen mostrou que está firme em suas atividades ecológicas de conscientização ambiental, ao vir para o plantio de mudas de árvores em um viveiro no distrito de Joaquim Egídio, em Campinas. A ação foi para marcar seu apoio ao projeto Florestas do Futuro, criado pela fundação SOS Mata Atlântica.


O projeto pretende plantar dez mil mudas de árvores nativas em uma área de seis mil hectares.

A modelo quebrou o protocolo e plantou três mudas, duas a mais que o previsto.





Com direito até a exclusiva para o Terra da Gente!!




LARCF

sábado, agosto 30, 2008

4ª ETAPA DO TROFÉU BRASIL TEM ATLETAS OLÍMPICOS, EXEMPLOS DE SUPERAÇÃO E PRÊMIOS EXTRAS




Nem a água gelada da raia olímpica da USP ou o circuito extremamente técnico do ciclismo abalaram os mais de duzentos atletas que participaram nesse domingo da 4ª etapa do 18º Troféu Brasil de Triathlon.

Sob um céu nublado, os competidores dividiram-se na prova entre as distâncias do Short (750 metros de natação, 20K de ciclismo e 5K de corrida) e Olímpico (1500 metros de natação, 40K de ciclismo e 10K de corrida).

E último dia das Olimpíadas em Pequim, a prova teve como vencedores justamente dois triatletas que já marcaram presença em Jogos Olímpicos. Paulo Miashiro e Carla Moreno foram os vencedores das categorias olímpica na prova mais longa, com os tempos de 1 hora e 59 minutos e 2 horas e 20 minutos, respectivamente.

Em uma mostra de perseverança e dedicação, diversos atletas com algum tipo de necessidade especial também terminaram o circuito, e mostraram que a força de vontade supera qualquer dificuldade que a vida impõe. José Roberto da Silva Júnior, primeiro atleta amputado a concluir a prova, descreveu a sensação de concluir mais uma competição, chegando em primeiro em sua categoria. "O triathlon é minha vida, não existe pessoa mais feliz que eu nesse momento", afirmou. Outros campeões foram Fernandinho "Superação" e "Motorzinho".

Mas grande novidade da penúltima fase da competição foi a premiação extra concedida pela Federação Paulista de Triathlon (SPTri). Os atletas que préviamente haviam se filiado na Federação pela internet foram premiados com mais um troféu ou medalha, além de uma camiseta adicional. A entrega dos prêmios ocorreu paralelamente à prova, permitindo uma liberdade para os competidores, que a qualquer momento, poderiam buscar o troféu.

Tal fato chamou a atenção dos competidores, e mostrou ser um incentivo extra ao esporte, como falou José Ricardo Graça, campeão do Short Triathlon ocorrido em Ubatuba em 29 de junho, que recebeu o troféu da Federação Paulista na USP: "Isso incentiva a formação de uma equipe forte no estado de São Paulo, para quando formos para o Brasileiro, representarmos muito bem o nosso estado", disse.

Carla Moreno arrebatou com isso seu segundo troféu do dia, e José Augusto Azevedo Antunes, que ficou em 6º lugar no Troféu Brasil, venceu no masculino, superando os outros atletas justamente por estar federado.

sexta-feira, agosto 29, 2008

O ciclo se fecha!




+





=

:) x 1 milhão!!


Todo o esforço finalmente recompensado!

Quarta feira foi meu primeiro dia na EPTV. A emissora filiada da Rede Globo aqui na cidade de Campinas. Será um período de intenso aprendizado, e que começo, desde já, muito satisfeito.

Foi lá que encontrei, dois anos e meio atrás, meu ideal de trabalho. Na época, fevereiro de 2006, já era formado em Propaganda e Marketing e cursava meu 2o ano de Biologia. Após uma maravilhosa chance, tive a oportunidade de conhecer e ficar por duas semanas na redação da emissora e, por sorte, alocado na redação do Terra da Gente.

"Me encontrei, é aqui que quero trabalhar". Disse eu para o gerente de jornalismo da EPTV, Duílio Fabri Júnior.
"Infelizmente você não pode", foi a triste resposta.Indagado, queria saber o porquê, e logo descobri. Eu precisava ser jornalista para trabalhar lá.

Ao compreender isso, fiz essa promessa, que felizmente consegui cumprir, após muitas brigas de horários com a universidade, e cursando matérias em 4 turmas diferentes. Mas tudo deu certo. Em dezembro próximo, concluirei essa etapa.

E como o título diz, voltei ao início de tudo isso. Estou novamente na redação da EPTV, na redação do TERRA DA GENTE, e não satisfeito ainda, produzo um programa de TV sobre desenvolvimento sustentável, junto com meus colegas de TCC.

Estou muito feliz, E agradeço a todos que me apoiaram nessa decisão. Tardia para alguns, mas na época certa para mim.

Obrigado, de coração!


LARCF

sexta-feira, agosto 22, 2008

Piracicaba sedia múltiplas competições em um grande dia de provas

Pedalinhos na Lagoa da Rua do Porto - Piracicaba

A cidade de Piracicaba foi tomada por atletas nesse último domingo, durante a realização de mais um Short Triathlon Rua do Porto. Nessa 3a edição da prova, os esportistas puderam escolher dentre três opções, o caminho para alcançar a linha de chegada. Além do Mini e do Short Triathlon, já tradicionais do evento, um Duathlon oferecia aos atletas trocar os 700 metros de natação por 2K de corrida.
O dia amanheceu perfeito para a disputa, com um sol forte e sem ventos. Em clima de Olimpíadas, a primeira bateria foi dos atletas da distancia Mini, que nadaram 400 metros, pedalaram 5K e fecharam o circuito com mais 2K de corrida.
Em uma mostra de que as mulheres estão firmes na disputa, Deborah Franciscato, de Bauru, foi a primeira a sair da água, percorrendo os 400 metros da natação em apenas 4 minutos e 45 segundos. Juliana Pastori, de Sorocaba, também surpreendeu, sendo a segunda atleta a completar a distância com um minuto de diferença de Deborah. Elas obtiveram a 1a e 2a colocação, respectivamente, no pódio geral feminino do Mini.

As meninas fizeram bonito e saíram da água antes que os homens

Entre os homens. o vencedor foi Henrique Pereira, de Pirassununga, com o tempo total de 26 minutos e 49 segundos na distância total. Lucas Rossi, de Rio Claro, foi o segundo e Pedro Augusto, de Piracicaba, o terceiro.
Com o término do Mini, foi a vez dos atletas do Duathlon e do Short Triathlon tomarem suas posições, em terra e na água. O percurso, mais longo e cansativo, exigiu bastante dos competidores, que chegaram a reclamar da dificuldade no ciclismo. Guilherme Mansur, que ficou em 2o lugar na categoria de revezamento, afirmou que as subidas eram bem íngremes, e que sofreu para vencer o trecho.
No final, Thuanny Viegas de Oliveira, de Campinas, garantiu a vitória entre as mulheres, com o tempo de 1 hora, 10 minutos e 40 segundos. Silvia Helena Fusco, de Bauru e Bruna Saglietti Mahn, de Piracicaba, 2a e 3a colocadas, também tiveram seu lugar no pódio.
Em um ritmo forte e com um tempo de 1 hora, 2 minutos e 16 segundos, o conterrâneo Kelmerson Henri Buck ficou em primeiro, seguido bem próximo por Ciro Violin, de Leme, que cruzou o pórtico de chegada apenas 16 segundos atrás do vencedor. Edson Ferreira, de Águas de São Pedro, foi o 3o. Na 3a competição, o Duathlon, os vencedores foram Carlos Donizette Cardozo, de São Pedro e Andrea Regina Carpino Mansur, de Campinas.
Assim, após a prova, os participantes puderam saborear a vantagem de praticar o esporte no local, ao repor as energias nos diversos restaurantes da Rua do Porto, o belo ponto turístico da cidade, distante apenas uma rua da competição. Comer e relaxar observando o rio Piracicaba foi uma excelente idéia para dar como completa essa competição. Ano que vem tem mais!

LARCF

segunda-feira, agosto 18, 2008

Maratona CInematográfica de Sofá

Aproveitando raros momentos pós trabalho, aluguei alguns filmes para botar em dia minha sabedoria sobre a 7a arte. De quinta passada até hoje, aluguei 9 filmes!
Foram eles:

1a leva:

- Senhores do Crime (com Virgo Mortensen, o rei de O Senhor dos Anéis)

- A Ultima Hora (documentário de Leonardo di Caprio sobre o aquecimento global)

- Sicko - $O$ Saúde (documentário de Michael Moore sobre o sitema de saúde dos EUA)

- Across the Universe (a história de jovens na década de 60 cantada ao som das músicas dos Beatles)

- Cada um com seu Cinema (curtas de diretores consagrados homenageando o Festival de Cannes)

- Sangue Negro (do ganhador do oscar de melhor ator Daniel Day Lewis)

2a leva:

- Onde os Fracos Não tem Vez (ganhador do oscar de melhor filme)

- Nixon (com Anthony Hopkins)

- Timor Leste (documentário brasileiro sobre os conflitos ocorridos naquele país)

domingo, julho 27, 2008

Olha o que está acontecendo na Argentina!


Depois de muita demora, ao menos vi o pôr-do-sol dos não tão Buenos Aires




Eu cheguei ontem a noite de lá, após uma viagem exaustiva e cheia de atrasos!



O caos está tomando conta do Aeroporto de Ezeiza:


http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL702397-5602,00.html


Ia começar a escrever sobre minhas aventuras em terras Porteñas, mas acho que essa vale a pena ver antes.


Abraços!

LARCF



domingo, julho 13, 2008

Desorganização prejudica Meia-Maratona de Campinas

Pelo menos a medalha foi caprichada!



Em uma fria manhã de domingo, rumei para Joaquim Egídio para mais uma corrida, mais uma meia-maratona para o currículo. Tão logo cheguei e o sol logo deu as caras, tornando o local um lindo palco para uma prova de fundo. A largada foi no horário e, a partir dela, milhares de corredores travariam a batalha frente aos 21000 tortuosos metros do distrito de Campinas.

Ok, até aqui, descrevo o que parece uma corrida ideal sem percalços. Corri bem, fiz uma média de 4 minutos e 34 segundos por quilômetro, atingindo meu novo recorde pessoal nas pistas campineiras do distrito de Campinas: 1 hora, 31 minutos e 20 segundos.

Porém, diversas coisas nessa prova me desapontaram, me estressaram e praticamente tiraram o brilho de uma prova ideal, como aconteceu na Meia-Maratona do Rio de Janeiro, que corri ano passado. E todas essas coisas foram devidas à organização.

Discorro aqui a lista de críticas:

1) A entrega do kit do corredor seria feita um dia antes da prova, no Sábado, 12 de julho. Primeiro problema, no email recebido (ponto positivo), era informado “ Shopping Jaraguá Conceição”. Ora, que mal seria se o endereço do lugar estivesse descrito logo abaixo? Acabei rumando erroneamente para o Shopping Jaraguá BRASIL. E isso quase na hora do término da entrega.

2) Corrigi meu caminho e chegar no Jaraguá CONCEIÇÃO, minha surpresa! Ao pegar o kit do corredor, obrigam-me a escolher entre uma camiseta tamanho M ou baby-look! Como ainda não utilizo tal modelito feminino, questionei a bonita atendente do porquê então da necessidade da pergunta “Qual o tamanho da camiseta?” no site da inscrição para a prova. Se eu não vou ter a camiseta do tamanho que eu quero (no caso, P), de que adianta esse preenchimento?

3) Mas o mais ridículo ainda estava por vir. Após a discussão do kit, pergunto se o chip de cronometragem está dentro da sacola. E não é que a moça me fala que ele só será entregue no domingo, minutos antes da prova? “Meu Deus, para que então vim até aqui pegar o kit, se nele não vem o chip? Isso é ilógico”, digo à ela. Todas as centenas de chips estavam estacionados sobre a mesa, provavelmente com seus donos já longe após receberem a mesma informação.

Imagino, porém, que a moça percebeu o nível de descontentamento profundo que eu estava e, contra o sistema imposto a ela, me entregou o chip. Ainda bem, pois até aqui tudo estava errado, e desse jeito eu já começaria mal a prova.

4) Uma vez nela, esquematizei minha corrida para: 10K água + gel energético/ 15K água + gel, além de copinhos d’água esporádicos. Mas logo no 1o posto de re-hidratação, não sabiam me informar dali a quanto seria o próximo. Para quem planeja algo e não sabe o que irá acontecer, a frustração toma conta de mim. Mas no quilômetro 8 resolvo isso ao conduzir um copo de água por mais 1km, para me aproximar do plano de corrida estipulado.

5) Por fim algo que, como futuro jornalista, sinto a necessidade de fazer: o registro do evento. Apesar da grande e completa equipe da TVB cobrindo a largada e chegada, não vi fotógrafos ao longo da prova. Não se registrou nenhum sorriso, nenhuma cara de dor, nenhum suspiro de esforço ou superação. O registro da chegada só marca o fim de um tortuoso caminho de treino e capacidade. Uma pena que cada instante dos 21K não foram captados por lentes profissionais.

Enfim, pontos bons, pontos ruins. Se ligarmos o don’t worry, be happy, a prova foi tranqüila para mim, ainda mais com a conquista de um novo recorde. Se desligarmos o mesmo botão, sinto-me obrigado a criticar tamanha ineficiência para lidar com uma prova que de infra-estrutura pouco se exige e que, com um patrocinador de peso, dever-se-ia pensar mais na qualidade da prova.

11a Meia-Maratona Listel de Campinas 2008

Dificuldade: 8
Diversão: 8
Organização: 3

Até a próxima!


LARCF

quarta-feira, julho 02, 2008

Bolsa de canguru para a alma


Jura e seu companheiro de aventuras na Lagoa do Taquaral, em Campinas.

O sorriso constante de orelha a orelha revela uma quantidade razoável de intervenções ortodônticas, onde peças de metal e amálgama convivem em harmonia com o branco dos esmaltes dos dentes. Tal branco contrasta com a pele morena de um baiano, cuja face de alegria é traduzida em cada palavra articulada pelos pulmões e cordas vocais. A voz e suas características, suave e impostada, levemente rouca e com o sotaque nativo, me indicam uma deliciosa conversa sobre conquistas, superação e incontáveis alegrias.

Esse é Juracy Monteiro dos Santos, um negro de 42 anos e gênese do Quilombo de Parateca, um refúgio de ex-escravos da época colonialista do Brasil, localizado no município de Malhada, Bahia, na região do Rio São Francisco. Desde lá, as vinte e oito horas de ônibus, com paradas em Guanambi e Janaúba para a chegada na Rodoviária do Tietê, vão-se 21 anos. Deixados para trás, Mainha e Painho, apelidos carinhosos para Urana Rita dos Santos e Jaime Monteiro da Silva, além de mais vinte e um irmãos, trazem saudades e discretas lágrimas quando estes visitam, freqüentemente, o consciente do meu entrevistado.

Da meia vida já vivida aqui entre Hortolândia e Campinas, Juracy, como se encenasse o “milagre dos pães” descrito na bíblia, multiplica-se em muitos. Hoje ele é o jardineiro de uma grande universidade. Um trabalhador braçal que encontra no suor e na força física o ganha-pão da família, composta por Wesley, de 16, Douglas, de 15, e de sua rainha, Nilza Moreira da Silva. Hoje ele também é o aspirante de educador físico, que sacrifica as horas de descanso e integração com a prole para longas horas de estudo no período noturno. Mais ainda, hoje ele é o criador do projeto Choca (Criança Hoje, Cidadão Amanhã) que, com atividades culturais de dança, esportes e leitura, integra e sociabiliza crianças menos favorecidas de seu bairro e proximidades, em Hortolândia.

Para toda essa vida em um só, as poucas 3 horas de sono diárias contradizem a ciência, e são, inexplicavelmente, suficientes para o dia-a-dia do baiano. Mas, não satisfeito já com os muitos Juracys que criou, todos muito semelhantes a outros brasileiros, graças à triste realidade do país, ele criou mais um Juracy. O Jura do Pote, e tudo por causa de uma melancia.

Em suas idas e vindas de uma feira para comprar produtos frescos em Hortolândia, Juracy deparou-se com o dilema do excesso de compras, dentre elas uma avantajada e pesada fruta de casca verde clara e escura de conteúdo avermelhado e saboroso. Sem pestanejar, o filho de Mainha Urana equilibrou a melancia na cabeça, experiente das muitas cabaças e latas d’água já conduzidas no Quilombo, e seguiu viagem. Atenta a isso, a população fez do baiano a atração, o mico, a zombaria da feira. Revoltado com o fato, nasceu daí uma grande idéia de um dos homens mais dignos que já conheci. Nasceu o Jura do Pote, o atleta artista que mais atiça a curiosidade das pessoas nas provas de corrida Integração. Mas para que raios um homem corre com um pote na cabeça?

A explicação é simples. O pote tornou-se para Jura o símbolo máximo de todas as dificuldades, superações, conquistas, tristezas e, principalmente, alegrias. O mais recente, de formato ovalado e caracterizado com inúmeras cores que percorrem os profundos vincos do molde de barro, assemelhando-se a desenhos indígenas, foi observado e pesado por mim durante nossa conversa, e tinha exatos 6 quilos. Segurei-o e, após algum tempo com ele nas mãos, minha força foi vencida pela dor. Nem imagino então correr dez, quinze, vinte e um quilômetros de uma meia-maratona com o pote na cabeça. Mas Jura o faz, numa mistura de equilíbrio, concentração e força de vontade. E esse é apenas o peso físico do artefato. Ainda não descrevi o peso espiritual de tão significativa peça.



“Dentro do pote eu carrego todos os meus ancestrais. Toda a minha adolescência, minha infância, as pessoas que me colocaram no mundo. Então eu os reverencio, porque tenho certeza, estejam onde eles estiverem, eles me vêem com o pote na cabeça. E isso me traz uma energia muito boa” (nesse instante, um leve tapa de Jura na perna deste repórter demonstrava a exaltação e a alegria ao comentar de seu companheiro de barro).

Ainda segundo o baiano, o pote pode ter, simultaneamente, o peso de uma leve pena, “quando eu coloco o pote na cabeça, eu só consigo ver as pessoas rindo”, ou de um denso fardo, “quando eu não consigo, depois de 17 anos [da criação do personagem Jura do Pote], provocar mudança na cabeça de algumas pessoas, e elas continuam a olhar de uma forma preconceituosa”.

Em duas voltas rápidas pela Lagoa do Taquaral em Campinas, durante o decorrer da entrevista, percebo que estamos sendo observados a cada passo. Nós não, o Jura e seu pote. Sinto na pele, dessa forma, todo o significado do peso pena do pote (e o único que realmente tem valor para a vida), revelado nas corridas e passeios de Jura pela cidade. As crianças admiram-se. Os adultos questionam o motivo. Ele apenas sorri. Agora entendi, e tenho minha conclusão.

Mais do que tudo descrito e visto, tenho certeza que o pote pesa tanto quanto o coração do ex-quilombola. Jura do Pote é uma alma que se destaca e brilha entre muitas. De sua alegria e suor, brotam centenas de sorrisos. Tais expressões faciais provêm de orgulhosos rebentos, crianças e adultos, com laços de sangue ou de carinho, que tem a honra de passar, nem que por um momento, ou uma fração de segundo apenas, pelo caminho do filho de Jaime e Urana, pelos ensinamentos do Painho do Projeto Choca, pelos belos jardins do profissional Juracy Monteiro, pelas notas do estudante RA número 07405301, pelo maluco da melancia na cabeça da feira. Com seus poucos 1,65 metro de altura, Jura encosta a cabeça nas nuvens, quando seu pote desafia a gravidade e as coisas ruins da vida.

segunda-feira, junho 30, 2008

Bonito é opção de contato com a natureza

Pâmela Molina, aluna de turismo, segura uma jibóia em uma das atrações de Bonito


Cidade limita número de turistas por atração, como forma de preservação

A viagem de ônibus dura longas 15 horas de Campinas, no estado de São Paulo, até Bonito, no Mato Grosso do Sul. Passo parte dela dormindo, e a outra parte trabalhando, a colher imagens e depoimentos de um divertido grupo de estudantes de turismo, protagonistas de um futuro documentário da TV-Puc.
O bando não pára de cantar e fazer piadas, seja entre eles, seja da equipe de filmagem. Um bom começo de aventura em uma cidade famosa por suas atrações turísticas ligadas à natureza.
Ao chegar lá, sinto na pele um arrepio típico de dias de inverno. Estranho, pois a região é conhecida pelo seu calor. Porém, graças a uma informação equivocada recebida dias antes da viagem, arrumei minha mala com apenas um fino agasalho e, por conseqüência, mal consegui trabalhar devido à constante tremedeira, que tomou o meu corpo durante as gravações externas.
O guia e professor do grupo, José Antonio Scaleante, informa que quase todas as atrações turísticas de Bonito são privadas, ou seja, não estão nas mãos do governo. São empresários que administram a maioria dos passeios. Essa forma de turismo garante investimentos e preservação da região. A única exceção a isso é o Balneário, público, mas muito bem conservado.
Bonito tem uma característica que diferencia seu turismo dos demais roteiros do Brasil. Na cidade, visitantes, guias e agências de turismo baseiam sua programação no voucher único. Esse documento é o responsável pelo controle e limitações estipuladas em cada passeio. Com um número limitado de turistas em cada atração, mantém-se a sustentabilidade do local. Turista que chega em cima da hora e deseja visitar algum desses pontos, corre o risco de ter que voltar no dia seguinte.


Aluna de turismo em flutuação no Rio da Prata


Um desses passeios é a flutuação, que consiste em boiar e ser levado pela leve correnteza, rio abaixo, apreciando a bela fauna e flora debaixo d’água. Ele se inicia com uma trilha aonde, além de árvores típicas da Mata Atlântica, o turista se depara com macacos-prego, curiosos pela presença estranha em seu habitat, além de outros animais. Devido a fragilidade do ecossistema, o guia me instrui para não colocar o pé no solo do rio. Indra Götz, de 31 anos, a mais experiente do grupo de estudantes, descreve a beleza do local: “É ótimo, vimos peixes e filhotes, não dá pra imaginar que tivesse uma quantidade tão grande quanto essa”.
Os demais passeios são variados em dificuldade de chegada, mas todos de intensa beleza. A Gruta Azul, grande fenda nas formações rochosas, têm suas águas iluminadas em tons azulados quando os raios de sol penetram em seu interior. Para os mais aventureiros, passeios de bote que descem corredeiras, visita e mergulho em cachoeiras e até enrolar-se uma jibóia de dois metros são divertidas opções encontradas em Bonito. Ao final de tudo isso, compras de artesanato e souvenires da região, encontrados no centro da cidade, podem divertir os consumistas de plantão.
O guia, por fim, explica que a temperatura fria que o grupo enfrentou durante a estadia, acontece somente durante cinco dias por ano, aproximadamente. A equipe de reportagem pegou quatro deles. Quem puder visitar a cidade, então, tem a garantia de clima ótimo durante o resto do ano em uma cidade que é sinônimo de turismo responsável.

Confira mais lindas imagens desse paraíso na Terra.





LARCF

terça-feira, maio 13, 2008

O PEQUENO SEREIO

Mergulhador se prepara para seu checkout

Ah, o trabalho! Ação do ser humano que move bilhões diariamente de um canto para outro.
Há duas semanas atrás tive o privilégio de trabalhar da forma que mais gosto: viajando! Mas não somente uma simples viagem. Participei de duas aventuras incríveis, emocionantes, inesquecíveis. Sem mais tardar, vou descrevê-las agora.


Relax durante a viagem

Acordei às 4 da manhã para iniciar minha faina (gíria de mergulhador). Já estava no Guarujá (tinha descido um dia antes), e tinha perdido a agitada aula do Zanotti de segunda à noite.
Parti rumo à Santos. 


Balsa Guarujá-Santos

Atravessei a balsa (com poucos carros, mas com um número significativo de ciclistas) e procurei a “ponte dos ...” para encontrar o Eduardo (gerente da Diver’s University, de mergulhos técnicos). Não encontrei, já que ela não existia. O nome era um apelido dado para essa ponte, com vidros, que só depois de uma conversa com uma bonita e amigável garota de Assis (que estava lá para aulas de caiaque, corajosa!). Encontrei o Edu com sua galera, mais turma de futuros mergulhadores técnicos.




Instruções e preparação dos equipamentos


Embarcamos e navegamos no frio para 20 minutos mar adentro. Ancoramos em uma “península” e os mergulhadores começaram a trabalhar, de imediato. Jogaram os canos em que iriam trabalhar: aparafusar outra parte no cano, e depois flutuá-lo com um balão específico. Ralação das brabas.


Início dos mergulhos


Eduardo me instruía: “ você vai descer no 4o mergulho deles, pois a água estará mais clara”. Hahahaha. Quem dera. Quando eu caí na água, só não estava pior do que mergulhar de cabeça no Rio Negro, em Manaus, no Amazonas. Nunca vi uma água tão turva. Visibilidade: 1 PALMO!



Visibilidade: um palmo

Os ventos estavam fortes, a água começou a ficar muito agitada. Eu tentava registrar tudo com a caixa estanque...mas olha so o que saía...

Após o 6o mergulho do grupo, devido às condições desfavoráveis do tempo, o checkout do resto da turma foi adiado para o dia seguinte. Mas para não perderem a viagem, uma pequena natação de 800 metros, para esquentar (eu queria ter ido, mas um dos aspirantes à mergulhador pediu emprestado minha máscara). Todos partiram, de sunga e nadadeiras. Alguns voltaram pois estavam mareados.
Com o clima fechado e a pauta cumprida (com fotos e entrevistas com dois bombeiros do grupo), eu precisava voltar para a aula do Cheida (já perigo de faltas graças à Alemanha). Mas os céus seguraram a tempestade, e só soltaram-na quando eu já estava em Campinas. Fiz Santos-Campinas em apenas 3 horas. Um recorde que me rendeu uma multa em Cubatão por excesso de velocidade (acreditem, tem um radar que exige 50km/h!!!!).
Vivenciei como é dura e perigosa a vida de um mergulhador profissional. Acho que o Saiba + (jornal laboratório dos estudantes de jornalismo da PUC Campinas) terá uma excelente história para a próxima edição (modéstia a parte). Não perca!

E a seguir, Indiana Luis na terra Bonita. Um feriado de muito trabalho, frio, mas muita diversão!
Viagem à Bonito! Até a próxima!

LARCF


quinta-feira, abril 03, 2008

Quando a gente encontra coisa boa...

A gente transmite né?

Aqui está um blog digno de visitar. Ele tem o sorriso e a energia positiva da dona. Minha linda colega de faculdade Juliana Biscalquin. Futura jornalista, futura poeta? 



Abraços!

PS: beijão Jú. Adorei as poesias.

Luis

domingo, março 30, 2008

Trilha Sonora para curtir uma viagem

Depois desse período fantástico e cheio de aventuras pelo antigo continente, vou dar uma dica para as pessoas que pretendem passar looooongos momentos entre um lugar e outro.

Essas são algumas músicas que curti muito durante esses meus momentos de transição. Em trens, aviões, carros, ou simplesmente caminhando por Budapeste (que aliás no próximo post virá a descrição da cidade).

Elas são:

Gorillaz - Fell Good Inc.

Joss Stone - Super Duper Love

Maroon 5 - Sunday Morning

Juanes - A Dios le Pido

Dave Matthews Band - Crash e Two Step

Circuladô de Fulô - Pedacinho de Papel de Pão

Jota Quest - Além do Horizonte

Oasis - Don't Look Back in Anger


E logicamente existem mais centenas, milhares de outras maravilhosas, mas essas são as que estão aqui na minha cabeça nesse exato instante.

Curtam!

Um abraço
LARCF

sábado, março 22, 2008

OLHA O SELF-MERCHANT....

Prezados leitores, creio que não tive a chance de publicar aqui uma das reportagens que fiz para a faculdade, por favor, ficaria imensamente feliz se dessem uma olhada!

GERAÇÃO VIDEOGAME


Valeu!

LARCF

Network Week!!

Tive nessa semana que passou grandes experiências para meu futuro profissional. Assim como os debates da BBC Brasil na semana anterior, nesta viajei novamente para SP (viajei é ótimo, pois moro a 100km de lá) e fui visitar na terça feira a Editora Abril, mais especificamente a redação da revista Bons Fluidos. Eu e meus colegas chegamos 1 hora antes, e esperamos na grande praça de alimentação do edifício.

Na hora certa, subimos e fomos nos encontrar com a Beth Volpi, redatora-chefe da Bons Fluidos. Praticamente em sintonia com a revista, Beth tem uma fala zen, e com toda essa tranquilidade foi nos explicando como é o proceso de edição da revista, como organizam os releases que recebem das diversas assessorias. Um ótimo aprendizado.

Após isso, estávamos sedentos para conhecer o resto das redações. Porém, como são dezenas e dezenas e revistas, escolhemos algumas. A 1ª após nossa inicial foi a inovadora revista Gloss, com seu formato europeu. Entramos na caruda, com a ajuda de Beth (que passou o cartão dela na porta, liberando o acesso), e conversamos com a simpática Sandra Soares, editora de comportamento.

E não é que a sorte bate de repente? Uma das meninas do grupo encontrou a namorada do primo, que trabalha no local. Ela nos emprestou seu cartão, e com esse FREE PASS rumamos para nossas outras desejadas. Visitamos a revista Viagem, onde conversamos com Elaina Ianicelli, editora de arte. Na National Geographic, falamos com o editor-chefe Matthew Shirts, o qual tive a oportunidade de conhecer ano passado, na 24ª Semana Estado de Jornalismo. Passamos pela imensa redação da Veja, onde trocamos idéias com Valdécio de Oliveira, editor de arte da Veja SP e ,por fim (como ninguém é de ferro) fomos para a redação da Playboy. Sim meus leitores queridos, Kika Paulon, editora visual (é ela que acompanha todas as peladonas) nos contou segredos secretos dos bastidores da revista, hehehe. Vocês têm curiosidade em saber? Além disso, ganhamos uma grande quantidade de revistas do grupo.

Um passeio realmente engrandecedor, e tenho que agradecer também aqui a iniciativa de minha professora Ciça Toledo, que nos incentivou a insistir e dar as caras por lá.


Já na quinta-feira também peguei meu carro e fui para SP, dessa vez na outra marginal, a Tietê. Entrevistei o crítico de cinema do Estadão, Luis Carlos Merten, e descobri um cara apaixonado pelo que faz (pra vocês terem uma idéia, olhem o blog dele, atualizado diversas vezes durante um único dia, dêem uma lida aqui). O cara é simplesmente VICIADO em cinema, e traduz isso com grandes críticas. Nosso papo de mais de meia-hora rendeu um grande aprendizado também.

Enfim, acho que o que posso sugerir para meus queridos leitores: DÊEM as CARAS. Se pintar uma grande oportunidade, não deixem ela passar simplesmente pelo medo do chefe não liberar ou perderem alguma aula na faculdade. Isso que aconteceu comigo só aumenta meu network, e é isso que vale na nossa vida profissional. Você pode não gostar de um emprego. Se tiver um bon network, você com certeza arranjará um melhor rapidinho.

Tenham um excelente domingo e até o próximo post!

LARCF

quinta-feira, março 13, 2008

BBC Brasil faz 70 anos e celebra com debates acalourados

Acabo de voltar de dois interessantes dias de debate na sede da BBC Brasil, em São Paulo.

Os eventos ocorreram em comemoração dos 70 anos de transmissão jornalísticas da BBC no país, tendo sua primeira transmissão datada de 1938.

Nos dois dias de debate, jornalistas especialistas em diversas áreas discursaram e responderam as perguntas de um público de estudantes e outros profissionais da área.

A 1a palestra, ocorrida ontem pela manhã, teve o tema: O gigante Vizinho: O Brasil na América dso Sul, e teve como debatedores:

- Carlos Chirinos, correspondente da BBC mundo
Vindo diretamente de Caracas, onde cobriu toda a crise Equador - Colômbia, disse que o presidente Lula se tornou a marca brasileira, por seu carisma, e assim conseguiu promover uma aproximação da América Latina.
Quando uma crise deflagra na A. L., os olhos se viram para o Itamaraty. "O que ele irá fazer?". Essa é a pergunta dos outros países.

- Carlos Pagni, colunista argentino do La Nación
Discursou sobre a dificuldade da interpretação do "outro" (o Brasil), devido a diferenca de línguas. A Rivalidade dos países também foi pauta para seu discurso. Mas ele diz que o Brasil é um país digno de se compreender, principalmente sua cultura (com a Bossa Nova, por exemplo - contato com a sociedade). Ele ainda comentou da força da moeda brasileira, e do plano econômico que já dura 14 anos.

Jonathan Wheatley, correspondente do Financial Times
Falou sobre a polivalência brasileira e sua constante mudança, ora boa, ora ruim, mas ainda assim rumando para um crescimento.
Porém o Brasil algumas vezes é visto pelos olhos externos como suscessivos fracassos, devido por exemplo a não obtenção de uma cadeira no conselho de segurança, ou das negociações com a China.

Ricardo Seitenfus, especialista em Relações Internacionais
Discursa que o Brasil sempre se baseia na idéia de açõs para que "a América Hispânica não se una contra nós", e que os aliados econômicos do Brasil são, realmente, apenas:
Chile na A. L.
E.U.A na A. do Norte
Alemanha na Europa
Japão na Ásia
O Objetivo do Brasil é manter a situação sob controle.
Ao contrário do que Jonathan Wheatley discursou, Ricardo diz que "O Brasil está na moda", e é visto com bons olhos pelo mundo.

Continuo daqui a pouco...

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Vivendo o instante e optando pelo AGORA!

Engracado, em meu ultimo post escrevi de uma forma tão decidida a minha rota de viagem. O rumo era: Berlin - Budapeste - Sarajevo - Lubiana e de volta a Berlin.E o que o momento muda enquanto teclo para vocês? Praticamente tudo, graças a um PEQUENO detalhe.

Casa de banhos em Budapeste

Um visto para um certo país me obrigou a alterar totalmente o roteiro de viagem (futuros viajantes, já alerto, é necessário visto para a Bósnia). Assim, de Budapeste fui obrigado a rumar para o norte, com novo roteiro de viagem. Fui para Bratislava, na Eslováquia, onde fiquei por algumas horas (acreditem, é mais do que suficiente para conhecer a cidade inteira).

Placa avisando sobre escultura inusitada na Eslováquia


De lá, fiz uma conexão em Viena, na Áustria, para Trieste, na Itália, no melhor trem noturno que já tive, com direito até a café da manhã!

Gaivota Triestana


Trieste é a típica cidade italiana. Linda, com esculturas e detalhes em todo seus cantos. O interessante é que, por ser uma cidade litôranea, ela tem os ares portenhos (nao da Argentina, portenhos de porto mesmo!), com belas igrejas, além da GROTTA GIGANTE, uma caverna subterrânea de milhões de anos atrás. Pena que a garoa constante e a neblina ofuscaram o que seria um belo dia.

Estação de Trem em Postojna - Eslovênia

Novamente, rumei no mesmo dia para Postojna, na Eslovênia (a única, tirando Budapeste, que restou do roteiro original). Essa sim foi impressionante. Visitei sua caverna também (muito maior que a de Trieste), com direito a trenzinho no estilo montanha-russa para o interior.
Além da caverna, ainda aluguei uma bike e pedalei no frio por 10 quilômetros, subindo e descendo morros, rumo a um castelo construído dentro de uma gigantesca caverna! Ele em si não e tão excepcional, mas creio que o jeito pelo qual decidi chegar lá (pedalando e não de ônibus ou carro) é que valeu toda a experiência. Companheiros de pedal, senti falta de vocês!

E finalmente, cá estou eu em mais um albergue, dessa vez em Lubiana, Eslovênia, SEM estar hospedado, já que descobri que o único trem que ruma a Berlin parte hoje a noite...então esse entra e sai de trem vai continuar mais um dia.

Amanhã chego novamente na amada Berlin (uma paixão relâmpago de apenas 50 dias), e depois de volta a Verde-Amarela terra Natal.

Espero que tenham se divertido com minhas aventuras, e que tenham também ficado com vontade de viajar (assim quem quiser pode me chamar como guia turístico, fiz isso com dois amigos para a Suécia e Polônia e recebi nota 10, hehehe), e que continuem acompanhando esse rapaz cheio de energia, pronto para conhecer o mundo e todos que vivem nele.

Obrigado pela atenção de vocês, um grande abraço, Auf Wiedesehen (tenho que fazer valer o curso), und Bis Bald!

LARCF, da Eslovênia!

sábado, fevereiro 23, 2008

Última semana de estudos - Rumando para a Europa Oriental

Com o final de minha jornada de estudos por Berlin, uma das cidades mais atrativas em termos de cultura, sinto-me preparado para esse último ano de intenso estudo na faculdade. Quando olho para esse período que deixei para trás: o calor das praias e de minhas amizades brasileiras, minha família e meu trabalho, vejo que viajar é viver a vida com todas as suas letras, e que esse curto momento de saudade logo acaba, para um novo ciclo de incríveis experiências e novos contatos - tudo e NETWORK!

Honrando minhas próprias palavras, volto dia 1o de março, e nessa proxima semana visitarei o lado oriental da Europa. Planejo ir para Budapeste, Bósnia (outro local que transpira cultura e historia, com seus conflitos e a ponte onde a 1a Guerra Mundial começou), além da Eslovênia, onde planejo uma exploração em suas cavernas fantásticas.

Entao por mais uma semana, auf Wiedesehen, und bis nezte Woche, quando estarei com os pés novamente na terrinha natal.

E finalizando, divirtam-se com mais uma saborosa coincidência que aconteceu aqui.


Músicos tocando "brasileirinho" no metrô.




Ate mais!

LARCF