E estamos a poucas horas da maior festa do Planeta! A partir de amanhã, o futebol constrói uma gigantesca ponte transcontinental, ligando o mundo e a África. E para iluminar ainda mais essa ponte, traduzi para vocês um artigo muito esclarecedor, que li durante minha viagem entre a Cidade do Cabo e Durban. O autor, chamado Howard Stafford, fala sobre como os olhos do mundo são “ignorantes” perante ao continente africano. O continente sombrio No começo do ano, a irmã de minha mulher e sua família vieram nos visitar em Johanesburgo. Eles vivem nos EUA. As duas filhas, de 18 e 20 anos, estavam naturalmente entusiasmadas sobre a viagem e contaram a seus amigos em Columbus, Ohio, que estavam “indo para a África”. Ao logarem noFacebook, as meninas depararam-se com as mais variadas perguntas dos seus amigos dos EUA, querendo saber sobre a vida na África. Confesso que influenciei suas respostas, na qual uma dizia: “Todas as manhãs, nós tiramos leite dos elefantes-fêmea e cavalgamos em zebras floresta adentro para colher mangas e bananas para o café da manhã.” Os norte-americanos responderam à postagem desacreditados: “UAU, isso é muito legal.” era a resposta mais comum. É difícil compreender que, em um mundo tão conectado, a África ainda seja uma terra incógnita, misteriosa e extraordinária para muitas pessoas, tal como era na época dos exploradores antigos. Muitos dos amigos em Ohio imaginavam que a África era um grande país, escassamente populado, em algum lugar no meio de algum outro oceano. Quando os viajantes sul-africanos retornam para seus lares, eles amam presentear seus amigos com histórias que discorrem mais ou menos assim: “Eu estava em um bar e um dos nativos perguntou sobre meu sotaque. Quando falei a ele que era da África do Sul, ele disse que seu amigo John Smith morava na Zâmbia e perguntou se eu, por acaso, o conhecia. Ele ficou bastante assustado quando expliquei que a Zâmbia estava a 1000 quilômetros de distância da África do Sul, e que portanto eu não conhecia esse amigo.” A vasta maioria das 7 bilhões de pessoas no planeta não faz a mínima idéia do que é a África. Eu cheguei à conclusão que o filmeO Rei Leãoé o grande culpado por esses equívocos. As pessoas realmente acreditam que a África é uma terra de savanas infinitas, habitada por nobres leões e cômicos javalis que trotam para lá e para cá, cantandoHakuna Matata. E é claro, os animais são todos domésticos, com exceção das covardes hienas. Fato é, a África é um grande zoo domesticado. Esta falta conhecimento pode levar a conseqüências infelizes. Há alguns anos atrás, um grupo de turistas japoneses visitou o parque dos leões, nos arredores de Johanesburgo. Os leões estavam descansando. Ao invés de fazer gracinhas, estavam apreciando umasiesta. Um dos turistas saiu do carro e caminhou em direção aos leões, para que os demais pudessem tirar fotos dele com as feras sonolentas. Os leões acordaram instantaneamente, atacando e matando o rapaz. Esta não é para ser uma história engraçada, mas ilustra muito bem que ignorância não é necessariamente felicidade (como na músicaignorance is happiness, dos Ramones). Similarmente, pessoas que vão nadar em praias desprotegidas não deveriam ficar muito surpresas quando são “petiscadas” por um grande tubarão branco. Havia umwebsitededicado à responder questões de pessoas que planejavam viajar para a África do Sul. Creio que eles fecharam o site porque o moderador esgotou o leque de respostas sarcásticas. Como você responde seriamente para perguntas como: “Você pode comprar queijo na África do Sul?” ou “Existem hospitais ou devo trazer meu próprio kit médico?” ou “Existem estradas asfaltadas na África do Sul?”. É quase impossível sobrepujar os estereótipos mal informados que as pessoas anexam à esta terra maravilhosa. Se você está aqui para a Copa do Mundo da FIFA, você é mais que bem vindo a este país maravilhoso. Talvez você possa dar um pouco mais de esclarecimento às pessoas sobre a África, quando você retornar à sua casa. A África tem cidades , estradas e infra-estrutura, é um país civilizado e um lugar esplêndido. Mas, por favor, lembre-se de não mimar os animais. ___ Algumas informações de hoje: - Durban permaneceu nublada. Choveu fraco à tarde. - Consegui a permissão ao acesso do site de imprensa da Fifa. Então teremos informaçõesdireto da fonte. - A 24h do início dos jogos, as obras ainda continuam. Confiram no álbum de fotos Confiram no álbum de fotos. - Falando em Fifa, ela comprovou hoje o número total de assentos de cada ingresso: Cidade do Cabo: 64,100 Durban: 62,760 Johanesburgo, Ellis Park: 55,686 Johanesburgo, Soccer City: 84,490 Mangaung/Bloemfontein: 40,911 Nelson Mandela Bay/PE: 42,486 Nelspruit: 40,929 Polokwane: 41,733 Rustenburg: 38,646 Tshwane/Pretoria: 42,858 - E também liberou para a imprensa números do total de venda de ingressos, até ontem. Foram vendidos 97 % do total de tickets. Mais precisamente 3.009.000 de unidades. AINDA estão disponíveis 135.000, sendo que destes somente 30.600 para venda ao público. PS: Quem viu a apresentação de hoje, digam para mim, o Desmond Tutu é demais, não é?
Hoje voei da Cidade do Cabo para Durban. Mas isso realmente não importa.
Hoje Durban amanheceu nublado e frio. Mas isso também não importa.
Hoje tive sérios problemas no hotel (mais detalhes no twitter). Mais isso, definitivamente, não importa.
O que realmente importa é que finalmente PEGUEI OS INGRESSOS. E aí sim, fomos surpreendidos novamente! Surpreendidos porque conseguí-los foi extremamente simples. Bastou retirá-los nas máquinas oficiais da FIFA. Totalmente diferente da Alemanha, em 2006, quando penei para isso (essa história fica para outro post).
Uma dica para os que estão prestes a vir para Copa. Existem máquinas para retirar os ingressos nos saguões nos aeroportos. Certamente além da Cidade do Cabo (onde retirei os meus) e Durban, os outros aeroportos também as tem. Ao que me parece, eles são mais práticos os centros oficiais de ingresso nas cidades.
Outra dica: existem duas filas: uma para retirar os ingressos com o papel de confirmação enviado pela FIFA (na qual é necessário mostrar o passaporte) e outra (mais rápida), na qual basta apenas inserir o cartão de crédito utilizado na compra do ingresso via internet. Pronto, os ingressos estão impressos.
Tá certo, a opção do cartão de crédito não me pareceu muito segura, já que qualquer um que tenha o cartão roubado pode vir a perder os tickets também. Mas até aí, quem vem para a África do Sul deve ficar esperto com tudo, já que a segurança aqui é bem “no estilo” do Brasil.
Aliás, falando nos preciosos amarelinhos, preciso “me desfazer” de 4 ingressos: dois para Espanha x Suíça, em Durban, dia 16, e outros dois para Coréia do Sul x Nigéria, também em Durban, dia 22. Caso saibam de interessados, me avisem por comentários ou mensagens no twitter.
E com os ingressos em mãos está lançada o brincadeira“Tô na Copa, mas em qual torcida?”. Funciona assim. Tenho ingressos para diversos jogos além dos do Brasil. O primeiro deles é nesse domingo, Alemanha x Austrália. E vou deixar na mão de vocês decidir para quem eu vou torcer.
Então serei Alemão ou Australiano nesse domingo? Vocês decidem! Mandem seus votos nos comentários aqui do blog. Conto com vocês!
Segue o vídeo do belo pôr do sol no Green Point Stadium, na Cidade do Cabo, fechando minha visita por lá. Foram 60 minutos de gravação no gelado morro de Signal Hill para incríveis 26 segundos de admiração! Espero que gostem.
Olá pessoal. Lembram que eu tinha falado que o mergulho com os tubarões brancos seria na segunda? Pois então, ele ocorreu somente hoje, terça-feira, devido às condições climáticas desfavoráveis de ontem.
Acordei (novamente) às quatro da manhã para uma longa viagem até Kleinbaai, a 180 quilômetros da Cidade do Cabo. O dia amanheceu fechado, mas depois de uma rápida chuva, os raios de sol apareceram. Mais quarenta minutos de barco e finalmente cheguei com o grupo ao ponto para atrair os big whites (grandes brancos, como são chamados aqui).
Tão logo que eles surgiram, caímos na água. Dentro de uma grade protetora, é claro. A partir daí, posso descrever o passeio em uma simples palavra: fantástico!
Estar cara a cara com esses gigantes, vendo-os abocanhar um imenso pedaço de peixe a poucos centímetros de distância do meu rosto é de deixar qualquer um sem ar. Ainda bem que eu estava de snorkel! ☺
A adrenalina ajudou bastante contra o frio. Uma vez dentro da água, o simples grito do marinheiro indicando o lado correto que o tubarão fará o ataque já faz o coração acelerar. Quando você se empurra para baixo e vê o bicho, UAU! A mandíbula do maior dos tubarões faz até barulho quando os dentes projetam-se e o lábio se retrai na hora do bote. Uma máquina de caça.
Eu fiz minha parte, e filmei muuuuuito, como diria Fabiana Carla, do Zorra Total. Você pode conferir o vídeo completo, em breve, em um canal muito interessante de sustentabilidade, o BIOSFERA TV.
Depois de uma sopa quentinha, um café, entrevista com o capitão da embarcação e uma longa volta, completei o dia com um por do sol em Signal Hill. De lá via-se perfeitamente o lindo estádio Cape Point.
E para fechar minha visita à Cidade do Cabo (já que amanhã o destino é Durban), fiz um vídeo especial para os internautas. Vocês, que já pousaram comigo aqui na África do Sul, agora assistirão ao anoitecer daqui, admirando o estádio palco do jogo França e Uruguai, nessa próxima sexta feira! Coloco o vídeo amanhã, sem falta.
Conheça um grupo de amigos de Campinas que viaja para sua 2a Copa do Mundo, sem hotéis, conforto ou luxo. Eles seguem a seleção canarinho a bordo de uma van.
A vitória dos Bafana Bafana sobre a Dinamarca na tarde de ontem em Pretória fez brotar um forte sentimento aqui na África do Sul: esperança. Percebi nas pessoas daqui que a expectativa de uma grande apresentação da seleção das vuvuzelas cresceu, e muito.
“Vamos fazer contra o Brasil a final verde amarela”, afirmou um dos garçons do restaurante Dois Oceanos, localizado, coincidentemente, no parque do Cabo da Boa Esperança, minha rota turística de hoje.
O céu de brigadeiro do dia anterior foi hoje tomado pelas nuvens. Felizmente, muitos dos tons de cinza das minhas fotos foram dos bebês-pinguim africanos, habitantes das praias do parque, e dos leões marinhos, preguiçosamente esparramados às centenas pelas rochas costeiras.
Isso é Copa!
No grupo do passeio, estavam presentes dois rapazes australianos e uma família Estadunidense. Com ingressos garantidos, eles irão assistir aos jogos de suas respectivas equipes em Durban (Alemanha x Austrália) e em Johanesburgo (Eslovênia x EUA).
O mais interessante, porém, foi a curiosidade dos cinco em saber mais sobre a próxima sede da Copa do Mundo: o Brasil! Apos várias perguntas e depois do meu convite, eles garantiram presença no mundial de 2014. Nós, brasileiros, temos que fazer nosso papel como futuros anfitriões. E a propaganda deve começar agora, quatro anos antes!
Brrrrr
Amanhã vou encarar as águas geladas e mergulhar para ver os tubarões brancos. Depois que meus dedos descongelarem, volto a escrever para vocês.
Cheguei em Johanesburgo às sete da manhã, horário local da África do Sul. Devo dizer que fiquei impressionado com o tamanho do aeroporto, de longe mais amplo e moderno que o de Cumbica. Um exemplo disso era o salão das esteiras de malas. Eram sete, uma ao lado da outra.
Na alfândega, um simples “Kuia Medar” (aqui escrito como se lê, pois somente assim que nos foi ensinado) cujo significado é “bom dia”, trouxe sorrisos e facilidades na hora da carimbada no passaporte. Que gravação de impressão digital o quê! Sendo brasileiro, já se garante meia-permissão de estadia.
Reparei que fluxo de pessoas ainda é pequeno. Uns uruguaios aqui, uma equipe de televisão chilena alí. Não vi aquela massa de torcedores “aterrorizando” o local, celebrando a chegada no país da Copa. A pouca agitação concentrou-se apenas no desembarque, onde guias, familiares e um grande número de jornalistas se aglomeravam.
Após entrevistarem alguns brasileiros do meu voo, eu inclusive, o grupo da imprensa avistou Michael Dawson, substituto do então capitão do time inglês, Rio Ferdinand, cortado por contusão. A chegada do atleta causou um certo alvoroço. Depois disso, a calmaria voltou a reinar.
Mas para cair na realidade e perceber que não estamos na Copa da Alemanha, logo sofri a pressão dos aproveitadores de turistas perdidos. Um rapaz uniformizado se ofereceu – já colocando a mão no carrinho – para empurrar minhas bagagens. Em seguida, um “colega” deste tomou minha frente na escada rolante e inibiu minha visão das malas. Ele parecia olhar de um lado e de outro, buscando algum zíper entreaberto.
Percebendo isso, saltei, com mochila nas costas e tudo mais, sobre as malas, alcançando o degrau superior ao de onde estava o carrinho. No fim da escada rolante, peguei todas as malas na mão e fiz um escarcéu. Com isso, os dois se afastaram. Realmente, a atenção aqui terá de ser “à brasileira”.
Passado o stress, tomei um café e embarquei em conexão para a Cidade do Cabo. Depois de duas horas e meia, agraciado por um céu azul de brigadeiro, cheguei à “Cidade Maravilhosa” da África do Sul.
Os horários estavam apertados. Depois de confirmar a reserva às 14h00 no hotel, corri para não perder o passeio rumo à Robben Island, local onde Nelson Mandela passou dezoito dos seus vinte e sete anos de prisão.
A minha pressa, porém, foi atenuada devido a um problema com o barco que conduziria os turistas ao local. O passeio atrasou em uma hora. E como a visita demorou mais três, minha volta ao continente ocorreu somente à noite.
Juntamente com Mandela, a ilha é um dos grandes símbolos da democracia do país. A história dela, porém, vou contar para vocês ainda essa semana, depois de juntar os emocionantes relatos coletados durante minha visita.
Bom, esse foi o primeiro (e longo) dia da minha cobertura dos bastidores da Copa. Amanhã trago mais novidades para vocês. Agora vou descansar um pouco, pois ficar trinta e seis horas acordado não é fácil.
PS1: Abrindo a contagem daqui, faltam seis dias para o início da Copa do Mundo.
PS2: Acabo de ligar a TV e está passando... Flamengo x Goiás!
BÔNUS: por acaso vocês já assistiram ao pouso de uma aeronave vista POR CIMA DELA? Foi isso que a companhia aérea ofereceu em um de seus canais de entretenimento. Mais do que nunca, sintam-se aterrissando comigo aqui na África do Sul.
E como nosso amigo Eduardo Lacerda antecipou, embarcamos hoje às 18h00 para Johanesburgo! De lá começa a nossa cobertura in loco. E o melhor: vocês vem com a gente!
De Johanesburgo, pegamos conexão para a Cidade do Cabo, e no sábado mesmo conheceremos a Robben Island, local da prisão de Nelson Mandela durante 18 anos.
Como aquecimento para o que está por vir na África do Sul, conto aqui algumas histórias divertidas que ocorreram comigo durante as Copas de 2002 e 2006. Reencontros Já repararam como o mundo é pequeno? Dentre os mais de 6 bilhões de seres humanos que existem no planeta, quando a gente menos espera, surge no nosso caminho aquela pessoa que há tempos não víamos. Bem, esse foi o caso de Seu Lírio. Seu Lírio era um senhor que estava em nosso grupo de viagem na Copa da Coréia, em 2002. Elegante e sempre bem vestido, criava cavalos para competição nos hipódromos do Rio e em São Paulo. Não tinha acompanhantes, viajou sozinho durante todo o período da Copa. Lembro-me bem de sua voz rouca nas conversas durante as excursões para os jogos do Brasil (como estávamos sediados em Seul, íamos de ônibus para as outras cidades-sede) e também no cassino do hotel que ficamos em Seogwipo, na ilha de Jeju. Como tirei a sorte grande na máquina caça níqueis (ganhei 100 dólares), ele disse: “esse menino vai longe”! Outra notoriedade em Seu Lírio era a vasta quantidade de anéis, com as mais diversas cores (e valores), que levava em seus dedos, para lá e para cá. Minha última lembrança (já que voltamos antes do último jogo da primeira fase) foi ver que ele gastava uma pequena fortuna na compra de mais um anel, em um pequeno bairro comercial em Seul. E não é que, 4 anos depois, na Copa da Alemanha, sem termos feito nenhum contato ao longo desse período, o reencontramos dentro do ônibus que nos levaria ao hotel em Colônia? Coincidentemente, ele usava o mesmo caríssimo anel comprado de 2002. Seu Lírio ficou no mesmo hotel que o nosso e fez parte das excursões (dessa vez de trem – nada como a Alemanha) da nossa torcida para os jogos da seleção. Será que, mais uma vez, cruzarei com o Seu Lírio na Copa de 2010? Foto: abertura do jogo em Seogwipo, Copa de 2002
Uma tabela show de bolapara você não perder nenhum jogo, seja da seleção brasileira, seja da seleção de Honduras (nunca se sabe não é, cada um tem um gosto). Obrigado pela dica@reberson.
Amigos torcedores, vocês podem acompanhar oTÔ NA COPAtambém pelo Twitter, em @tonacopa2010. Estamos também no You Tube, em www.youtube.com/tonacopa. Espero vocês por lá!
Desde 2002, as bolas utilizadas nos jogos das Copas do Mundo passaram de simples objetos do jogo para tornarem-se destaque nos torneios. Tá certo, a produção de bolas exclusivas para o Campeonato Mundial já é antiga, mas desde a Fevernova, utilizada na Coréia do Sul e Japão, elas viraram protagonistas do evento, além de um belo chamariz no marketing.
Esse ano, a bola oficial Jabulani vem recebendo duras críticas (”O cara que fez a bola nunca jogou futebol ”, afirmou Robinho na coletiva de imprensa de hoje), mas apesar de algumas vezes odiadas, o comércio das redondas nas Copas amplia também a venda de bolas oficiais comemorativas.
Foi isso que atraiu minha atenção. Na Coréia do Sul, me encantei com uma bola totalmente preta, com o símbolo da Copa estampado além dos limites dos gomos. Já na Alemanha, um modelo mais tradicional, diferente da Teamgeist, foi a minha escolha como lembrança de viagem.
E na África do Sul, será que teremos uma dessas bolas alternativas com desenhos dos Big Five? Minha estante torce para que sim!
E começa o maior espetáculo da Terra! Seja muito bem vindo à cobertura TÔ NA COPA, com informações diretas do que ocorre dentro e fora dos gramados, durante o maior torneio esportivo do planeta. Na terra das origens do homem, a bola vai rolar na África! E será um prazer ter você ao meu lado.
E o que esperar de uma Copa do Mundo em continente africano? Bem, posso tentar descrever essa sensação baseado no que já vivenciei em Copas passadas. Vamos lá então.
As ruas de Seul, tomadas por milhares de coreanos, parecem um oceano vermelho. Cada um deles fielmente vestindo o uniforme da torcida. Mesmo com o trânsito interrompido pelos “marronzinhos” locais, nenhum carro sequer passa pela avenida. É hora do primeiro jogo dos “Vermelhos”. E entre as pessoas eufóricas, vibrando pela estréia de sua equipe nos gramados de Seul, estou eu. Um brasileiro, sendo totalmente envolvido pela energia dos calorosos e receptivos torcedores, amantes novatos do futebol. O apito soa, e a sensação é indescritível. Estou em uma Copa do Mundo! Sou parte da torcida de outro país, comemorando cada gol da equipe e festejando entre grandes amigos, conhecidos 30 minutos atrás.
Dando corda à maquina do tempo, avancemos quatro anos. Estou agora em Munique, em um país já habituado com o futebol. Diferente da Copa do Pijama de 2002, na qual tomamos caipirinha no café da manhã para comemorar o penta, dessa vez a festa é regada com cerveja da melhor qualidade. O OlyimpiaPark, palco das Olimpíadas de 1972, é agora tomado por um só esporte. Milhares brincam e se divertem. Alguns se acidentam também. É o meu caso. Uma bolada na cara me garante uma passagem pelo pronto socorro local. Ainda assim, entro com o olho roxo no Allianz Arena para mais um confronto futebolístico. Mas tudo bem, mesmo com meia visão consigo enxergar e rir de um australiano que, brincando, prometia “vender a própria irmã” por um ingresso entre Brasil x Austrália.
Dois mil e dez, chegamos ao presente. A décima nona Copa do Mundo traz mais uma vez algo novo no futebol mundial: jogos em um país nunca antes palco de tamanho espetáculo. Todos voltam seus olhares para o Continente-Mãe, imensa, indomável, inacreditável. Uma torcida munida de incansáveis vuvuzelas, com uma alegria semelhante à brasileira. Desta vez, estarei ao lado do mascote Zakumi, com a atenção de 6 bilhões de torcedores por todo o mundo, vivendo e trazendo essa história, para você.
Que o chute inicial na bola Jabulani traga um mês de alegria e paz, unindo o mundo todo pela linguagem universal do Futebol. Bem vindo à cobertura: TÔ NA COPA.
Viajo amanhã para Manaus para cobrir o Fórum Internacional de Sustentabilidade, com presenças ilustres de Al Gore, ex-vice presidente dos EUA e ganhador do prêmio Nobel da Paz, e James Cameron, diretor dos blockbusters "Avatar" e "Titanic".
Faremos testes com transmissão simultânea, então fique ligado no www.biosferatv.com.br
Aos publicitários de plantão, confiram aqui o filme completo Logorama, que concorre ao Oscar 2010 de Melhor curta-metragem. Divertido, com uma bela dose de humor negro (e final negro também).
Aqui estão bons caminhos para que todos possam acompanhar a COP15 pela web.
COP15 WEBCAST
na página oficial da conferência, existe um local onde são transmitidos, ao vivo e em arquivos de vídeo, todas as reuniões e palestras realizadas.
Os vídeos encontram-se em sua linguagem original (de quem discursa, obviamente) e também em inglês;
OBS: para visualização, é necessário a instalação de um otimizador de vídeo, chamado silverlight.
YouTube / CNN
Um grande debate ocorrerá na próxima quinta-feira, diretamente pelo canal do YouTube.
Além disso, vídeos sobre os bastidores da Conferência, mensagens de suporte de entidades não-governamentais, visando a assinatura de um acordo de controle de emissões.
E dentre eles, o vencedor do concurso Global Warming Project, dos brasileiros Breno Coelho, Bruno Oliveira e Gilbran Chequer.
Fotos: Reprodução Websites Contribuição de Karine Massacani