segunda-feira, junho 30, 2008

Bonito é opção de contato com a natureza

Pâmela Molina, aluna de turismo, segura uma jibóia em uma das atrações de Bonito


Cidade limita número de turistas por atração, como forma de preservação

A viagem de ônibus dura longas 15 horas de Campinas, no estado de São Paulo, até Bonito, no Mato Grosso do Sul. Passo parte dela dormindo, e a outra parte trabalhando, a colher imagens e depoimentos de um divertido grupo de estudantes de turismo, protagonistas de um futuro documentário da TV-Puc.
O bando não pára de cantar e fazer piadas, seja entre eles, seja da equipe de filmagem. Um bom começo de aventura em uma cidade famosa por suas atrações turísticas ligadas à natureza.
Ao chegar lá, sinto na pele um arrepio típico de dias de inverno. Estranho, pois a região é conhecida pelo seu calor. Porém, graças a uma informação equivocada recebida dias antes da viagem, arrumei minha mala com apenas um fino agasalho e, por conseqüência, mal consegui trabalhar devido à constante tremedeira, que tomou o meu corpo durante as gravações externas.
O guia e professor do grupo, José Antonio Scaleante, informa que quase todas as atrações turísticas de Bonito são privadas, ou seja, não estão nas mãos do governo. São empresários que administram a maioria dos passeios. Essa forma de turismo garante investimentos e preservação da região. A única exceção a isso é o Balneário, público, mas muito bem conservado.
Bonito tem uma característica que diferencia seu turismo dos demais roteiros do Brasil. Na cidade, visitantes, guias e agências de turismo baseiam sua programação no voucher único. Esse documento é o responsável pelo controle e limitações estipuladas em cada passeio. Com um número limitado de turistas em cada atração, mantém-se a sustentabilidade do local. Turista que chega em cima da hora e deseja visitar algum desses pontos, corre o risco de ter que voltar no dia seguinte.


Aluna de turismo em flutuação no Rio da Prata


Um desses passeios é a flutuação, que consiste em boiar e ser levado pela leve correnteza, rio abaixo, apreciando a bela fauna e flora debaixo d’água. Ele se inicia com uma trilha aonde, além de árvores típicas da Mata Atlântica, o turista se depara com macacos-prego, curiosos pela presença estranha em seu habitat, além de outros animais. Devido a fragilidade do ecossistema, o guia me instrui para não colocar o pé no solo do rio. Indra Götz, de 31 anos, a mais experiente do grupo de estudantes, descreve a beleza do local: “É ótimo, vimos peixes e filhotes, não dá pra imaginar que tivesse uma quantidade tão grande quanto essa”.
Os demais passeios são variados em dificuldade de chegada, mas todos de intensa beleza. A Gruta Azul, grande fenda nas formações rochosas, têm suas águas iluminadas em tons azulados quando os raios de sol penetram em seu interior. Para os mais aventureiros, passeios de bote que descem corredeiras, visita e mergulho em cachoeiras e até enrolar-se uma jibóia de dois metros são divertidas opções encontradas em Bonito. Ao final de tudo isso, compras de artesanato e souvenires da região, encontrados no centro da cidade, podem divertir os consumistas de plantão.
O guia, por fim, explica que a temperatura fria que o grupo enfrentou durante a estadia, acontece somente durante cinco dias por ano, aproximadamente. A equipe de reportagem pegou quatro deles. Quem puder visitar a cidade, então, tem a garantia de clima ótimo durante o resto do ano em uma cidade que é sinônimo de turismo responsável.

Confira mais lindas imagens desse paraíso na Terra.





LARCF

Um comentário:

fachini F disse...

parabens
ótimas experiências as suas em!
agora entendi o esilo do blog, algo pessoal, tipo diário...
falowww
té mais