quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Vivendo o instante e optando pelo AGORA!

Engracado, em meu ultimo post escrevi de uma forma tão decidida a minha rota de viagem. O rumo era: Berlin - Budapeste - Sarajevo - Lubiana e de volta a Berlin.E o que o momento muda enquanto teclo para vocês? Praticamente tudo, graças a um PEQUENO detalhe.

Casa de banhos em Budapeste

Um visto para um certo país me obrigou a alterar totalmente o roteiro de viagem (futuros viajantes, já alerto, é necessário visto para a Bósnia). Assim, de Budapeste fui obrigado a rumar para o norte, com novo roteiro de viagem. Fui para Bratislava, na Eslováquia, onde fiquei por algumas horas (acreditem, é mais do que suficiente para conhecer a cidade inteira).

Placa avisando sobre escultura inusitada na Eslováquia


De lá, fiz uma conexão em Viena, na Áustria, para Trieste, na Itália, no melhor trem noturno que já tive, com direito até a café da manhã!

Gaivota Triestana


Trieste é a típica cidade italiana. Linda, com esculturas e detalhes em todo seus cantos. O interessante é que, por ser uma cidade litôranea, ela tem os ares portenhos (nao da Argentina, portenhos de porto mesmo!), com belas igrejas, além da GROTTA GIGANTE, uma caverna subterrânea de milhões de anos atrás. Pena que a garoa constante e a neblina ofuscaram o que seria um belo dia.

Estação de Trem em Postojna - Eslovênia

Novamente, rumei no mesmo dia para Postojna, na Eslovênia (a única, tirando Budapeste, que restou do roteiro original). Essa sim foi impressionante. Visitei sua caverna também (muito maior que a de Trieste), com direito a trenzinho no estilo montanha-russa para o interior.
Além da caverna, ainda aluguei uma bike e pedalei no frio por 10 quilômetros, subindo e descendo morros, rumo a um castelo construído dentro de uma gigantesca caverna! Ele em si não e tão excepcional, mas creio que o jeito pelo qual decidi chegar lá (pedalando e não de ônibus ou carro) é que valeu toda a experiência. Companheiros de pedal, senti falta de vocês!

E finalmente, cá estou eu em mais um albergue, dessa vez em Lubiana, Eslovênia, SEM estar hospedado, já que descobri que o único trem que ruma a Berlin parte hoje a noite...então esse entra e sai de trem vai continuar mais um dia.

Amanhã chego novamente na amada Berlin (uma paixão relâmpago de apenas 50 dias), e depois de volta a Verde-Amarela terra Natal.

Espero que tenham se divertido com minhas aventuras, e que tenham também ficado com vontade de viajar (assim quem quiser pode me chamar como guia turístico, fiz isso com dois amigos para a Suécia e Polônia e recebi nota 10, hehehe), e que continuem acompanhando esse rapaz cheio de energia, pronto para conhecer o mundo e todos que vivem nele.

Obrigado pela atenção de vocês, um grande abraço, Auf Wiedesehen (tenho que fazer valer o curso), und Bis Bald!

LARCF, da Eslovênia!

sábado, fevereiro 23, 2008

Última semana de estudos - Rumando para a Europa Oriental

Com o final de minha jornada de estudos por Berlin, uma das cidades mais atrativas em termos de cultura, sinto-me preparado para esse último ano de intenso estudo na faculdade. Quando olho para esse período que deixei para trás: o calor das praias e de minhas amizades brasileiras, minha família e meu trabalho, vejo que viajar é viver a vida com todas as suas letras, e que esse curto momento de saudade logo acaba, para um novo ciclo de incríveis experiências e novos contatos - tudo e NETWORK!

Honrando minhas próprias palavras, volto dia 1o de março, e nessa proxima semana visitarei o lado oriental da Europa. Planejo ir para Budapeste, Bósnia (outro local que transpira cultura e historia, com seus conflitos e a ponte onde a 1a Guerra Mundial começou), além da Eslovênia, onde planejo uma exploração em suas cavernas fantásticas.

Entao por mais uma semana, auf Wiedesehen, und bis nezte Woche, quando estarei com os pés novamente na terrinha natal.

E finalizando, divirtam-se com mais uma saborosa coincidência que aconteceu aqui.


Músicos tocando "brasileirinho" no metrô.

video


Ate mais!

LARCF

domingo, fevereiro 17, 2008

Madonna dirige filme sobre os caminhos da vida


Madonna debuta em seu primeiro filme como diretora em ´Filth and Wisdom`, ficcão que trata sobre a vida cotidiana das pessoas e como seus caminhos e rotas permeiam o ´certo e incerto` para atingir a satisfacao e a plenitude.

O personagem principal (Eugene Hutz), um irlandês que tem como renda satisfazer os prazeres masoquistas de homens ditos como comuns, conta a história das vidas miseráveis de seus vizinhos de apartamento, que variam entre: uma bailarina que passa a dancar em clubes de strip-tease para ganhar dinheiro; sua amiga, uma garota que trabalha em uma farmacia ao lado de um indiano cujo único prazer é sentir o perfume do casaco de sua colega profissional, e um escritor cego que nao mais consegue escrever. Todas essas vidas convergidas em um edificio e em uma linha do tempo que permeia entre: o que é necessário fazer de errado, imoral ou obscuro (Filth) para que finalmente a sabedoria seja atingida.

O filme é conduzido de forma interessante e pelo protagonista, e a atuacao de Hutz é um ponto a se notar. Divertida, única e pontual.

Apesar de um final feliz chavão (todos ´praticamente` vivem felizes para sempre), o filme é uma ótima opcao de entretenimento. Madonna está de parabéns.

PS: um detalhe, minutos antes a exibicão do filme, foram anunciados os vencedores do festival, dentre eles o grande ganhador do Urso de Ouro TROPA DE ELITE...e esse repórter que vos fala sentiu-se honrado, e gritou bem alto o nome do Brasil. Mesmo longe da terrinha, orgulhoso de ser brasileiro!

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Aquecido pela cultura no coracão da Europa

A história que vou contar agora comecou a algumas semanas atrás, mais precisamente quando aterrisei no aeroporto internacional de Berlin, na Alemanha, para um período 50 dias de aperfeicoamento do meu alemão. Enquanto escrevo esse texto, relembro-me de uma simples aposta que fiz com meu pai, e o gigantesco rumo que ela tomou em minha vida. Apostamos que, caso eu conseguisse aprender alemão, viríamos para cá assistir a Copa do Mundo de 2006.

Dois anos depois da seleção canarinho novamente ser freguesa de Zidane e Thierry Henry, tenho de novo meus pés no país onde bombas aliadas destruíram edificios na 2a guerra mundial, no local no qual muros da discórdia foram erguidos e, quando derrubados, uniram novamente a nação. Estou na terra onde os carros respeitam as ciclistas e os pedestres a faixa de trânsito. Que saudades que eu estava da Alemanha.

Distante dos dias quentes e amistosos do verão e do carnaval brasileiro, vivi em uma cidade na qual sair sem ao menos 2 agasalhos, luvas e cachecol definitivamente não era uma opção sensata. E tudo isso para aprender uma língua não muito familiar no Brasil. Mas a fluência no alemão não foi o principal aprendizado aqui, e sim a overdose de cultura que me rodeou e seduziu 24 horas por dia, 7 dias por semana.

A Alemanha é um congregado de raças, cores e crédulos, de pessoas de todos os cantos do planeta. Um exemplo disso era minha sala de aula, onde diariamente se esforçavam para aprender o complicado alemão: um web-designer da Itália, um rapaz da Finlândia, uma diretora de cinema da Inglaterra, uma estudante da Holanda, um jovem da Suécia e outro da Suíca, uma executiva da Rússia, um desenhista da Irlanda, uma fotógrafa dos Estados Unidos, um professor de educação física de Israel e eu, um publicitário e aspirante à jornalista. A cada dia de aula, um pouquinho de cada um desses países era colocado na lousa, e todos podiam adquirir mais experiência de vida com nossas conversas em alemão.

Berlin ´pulsa` cultura a cada instante, em cada esquina, museu, biblioteca, estação de metrô ou trem. Pelo 58o ano consecutivo, a cidade sediou o seu Festival Internacional de Cinema, A Berlinale e, com a estréia internacional do filme Tropa de Elite, foi a minha vez de oferecer a cultura do Brasil para os alemães. Conversei com os espectadores, que aprenderam comigo e com o Capitão Nascimento a dura realidade das favelas do Brasil.

Vivendo no coracão da Europa, também tive a oportunidade de tomar trens e vôos baratos para visitar países riquíssimos culturalmente, mas que geralmente não se encontram nos mapas e roteiros de turismo das agências de viagens brasileiras:
- Na República Checa visitei Praga, dona da mais bela arquitetura da Europa, que remete aos séculos XVIII e XIX, e terra natal de um grande pintor desconhecido pelo Ocidente, chamado Alphonse Mucha;
- Na Polônia, conheci a capital Varsóvia e também Auschwitz, o antigo campo de concentração nazista, que celebrava 63 anos de sua libertacão justamente no dia de minha visita;
- Na Suécia troquei o confete do carnaval brasileiro pelos flocos de neve, que caíam incessantemente e que pintavam de branco o gramado do Estádio de Estocolmo, palco do 1o título mundial da selecao canarinho em 1958;
- Na Irlanda torci pelo Brasil em um amistoso sem sal, mas descobri que o país em muito se assemelha ao nosso, principalmente com a alegria do povo que, assim como os alemães, adora uma cerveja.

Com o final de minha viagem, finalmente vejo o grande vencedor daquela aposta de anos atrás: meu pai. De agora em diante, ele terá um filho que experimentou a vida de um povo moderno, com os pés no futuro e que, além de fotos, filmes e presentes, trouxe de volta para o Brasil um pouquinho mais da cultura do mundo. Como dizem no futebol, precisamos jogar Fair Play.

Auf Wiedesehen und bis Später! (Até logo!)

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Semana Cultural em Berlin com o Funk do Brasil

Realmente aqui em Berlin não dá para ficar parado. O que é muito bom. Estou aprendendo muito com a explosão cultural que se dá todos os dias ao meu redor. E a noite de ontem foi mais um grande exemplo disso. Desde a semana passada rola em Berlin a Berlinale, o Festival Internacional de Cinema.

Nessa sua 58a edicão, os ânimos estavam exaltados, pois grandes filmes de grandes artistas tiveram sua premiere no Berlinale Palast, o grande palco para as exibições. O filme inicial foi o documentário sobre os épicos cantores dos Rolling Stones, Shine a Light, do vencedor do oscar de 2007 Martin Scorcese. Tive a chance de me apertar dentre os fãs nesse 1o dia de Festival, e pude conferir a gravata verde e amarela de Mick Jagger, dando um tom brasileiro para o evento. E nesse ano, o Brasil trouxe grandes produções para a exibição para o público europeu. Tropa de Elite, Cidade dos Homens, Maré, Nossa História de Amor são alguns exemplos.

Como nao poderia deixar de conferir as impressões européias sobre o filme de maior destaque nas terras brasileiras, corri atrás de ingressos para o Elite Squad ou Elitettrupe, nomes internacionais do nosso Tropa de Elite. Apesar de treinar minhas habilidades jornalísticas, não poderia deixar de homenagear minhas origens, e fui com a bandeira do Brasil junto para a sala de cinema.
Com ingressos esgotados dias antes, minha última esperança era o lote liberado a apenas meia hora antes de cada exibição. Fui um dos últimos a conseguir ingressos para a sessão, que já atrasava 2 minutos. A sala estava lotada. Sem um local vazio.

A bandeira deu resultado, pois o apresentador, que canta o nome do filme e do diretor antes de cada apresentacão, veio até mim para garantir se sua fala estava ´Alles in Ordnung`. ´É com "E" no final, não?` e ´Rosé ou José Padilha?`.

Com a sala cheia, fui obrigado a desfilar com a bandeira pelo local, tentando em vão achar dois lugares (pois levei meu colega de quarto mexicano para a sessão). Por sorte, foram colocadas atrás da última fileira de poltronas algumas cadeiras parecidas com cadeiras de diretor de filme, e meu lugar ficou bem ao centro do salão. Nada mal!!

Ao meu lado um alemão, estudante de cinema, estava bem ansioso para ver o filme. Pude sentir sua ansiedade , e também a reação do público, logo no início com a grandiosidade da cena do baile funk na favela. Com o ritmo frenético do filme, ouvi um ´Great Beginning` do meu vizinho de cadeira. Era só o começo.

Conforme Tropa avanca, sinto o público assustado. Todos abismados e pasmos com a visão de uma realidade muito conhecida por nós brasileiros, e totalmente desconhecida por eles. A multidão gargalha, porém, quando o Capitão Nascimento , revendo o conceito de estratégia em todas as línguas (inclusive em alemão), entrega uma granada para o 05, dizendo que ele irá explodir a todos se dormir novamente. Mas as risadas param por aí, logo após, a tensão volta a tomar conta do ar.

Ao final do filme, entrevisto o alemão. André se diz chocado com as cenas e que é dificil de acreditar nessa realidade, mas que o filme foi muito interessante (confira sua entrevista aqui, em inglês.

Também pergunto para outra mulher sua opinião, que se assemelha com a de Andre. Pelo visto, o filme de grande impacto conseguiu seus objetivos, mostrar essa realidade para pessoas que nem de longe conseguem enxergar o que acontece em um país distante. E eu, realizado por ter conseguido assistir o filme em terras alemãs, volto para casa com a certeza de um trabalho realizado.

Até a próxima!

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Brazil X Irlanda em Dublin

Comeca mais uma aventura futebo-jornalistica! Nessa inusitada jornada, fui torcer em meio aos Leprechauns (tradicionais seres do folclore irlandes).
Confira aqui o passo-a-passo de uma aventura inesquecivel, somente para ver a selecao canarinho (e como sempre, valeu a pena).

- Quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008, 7:20 da manha:
Saio do meu dormitorio no campus da escola de alemao e me dirijo a estacao de metro. Parece que o dia vai chamar a chuva. Espero que na Irlanda o Sol de as caras.

- 7:34: ja estou a espera do trem para o aeroporto. O sistema de trens daqui funciona mesmo!

- 8:27: Chego ao Aeroporto de Berlin: Schonefeld.

-9:42: O aviao decola para um voo tranquilo, com ceus azuis e convidatios. Diferente das outras viagens da Ryanair.

- 11:22 (hora local de Dublin): espero o onibus 16A, que me levara ao centro da cidade.

OBS: uma coisa que eu nao sabia. Pensei que na Irlanda se utilizasse A Libra Esterlina, mas usa-se o Euro, entao quando vier para ca fique com seu dinheiro europeu.

- 12:10: Chego no centro da cidade e logo ja me socializo com os brasileiros que vivem aqui. Cristiana, uma vendedora, ja me ajuda a tentar vender o ingresso extra que eu tenho para o jogo.

- 16:10: Finalmente apos dar uma rapida passeada pela cidade (um serio problema para os paos duros como eu: a maioria das igrejas e catedrais exigem o pagamento de uma entrada, que gira por volta dos 5 euros). chego ao estadio. Mas tenho um serio problema agora, pois nao encontro o local para trocar meus ingressos.

-16:42; Finalmente apos 3 voltas na regiao do estadio, encontro a discreta e escondida bilheteria da Tickemaster. Para quem necessitar algum dia, ela fica na North Circular Road. Agora 'e so esperar pelo jogo (e vender o ingresso extra).

- 19:50: Com o ingresso vendido para uma jovem brasileira chamada Juliana (que esta em Dublin trabalhando como Au Pair) partimos para a torcida para a selecao canarinho! Vamos la Brasil!!.

- 20:20: Sem motivo algum, sou ''atacado'' por uma forte dor de cabeca, que se prolonga ate os 10 minutos do 2o tempo...pelo menos acabou antes do...

- 21:00 GOOOL do Brasil... Robinho marca um lindo gol, para acabar com o marasmo de um jogo sem grandes jogadas.

- 22:00: O brasil fatura o jogo, e agora ando errante em direcao a algum bar. Precisso provar a tao falada Guiness.

- 23:50: E isso que e o mais inacreditavel dessas viagens. Acabei de conhecer Ava e sua filha Suzanne. Elas me contam historias interessantissimas sobre a Irlanda e suas vidas. E ainda me pagam 10 euros como saudacao irlandesa para estrangeiros. Sendo assim, tomo o onibus para o Aeroporto de graca (10-7= dinheiro para um chocolate quente).

- 00:10: Chego ao aeroporto para uma graaande espera. ate 6 da manha. entao me arranjo nos cantos para sonecas mal dormidas ate la...

- 6:20: Apos dormir apenas 2 horas, parto para Berlin novamente, em meio a adolescentes fervilhando seus hormonios no aviao, que novamente, viaja com turbulencias e uma pessima aterrissagem.

-7 de fevereiro de 2008 11:05: entro para a 2a aula, onde todos aplaudem a peregrinacao maluca que fiz. Valeu cada segundo...

Suécia - Trocando o confete pelos flocos de neve

Aproveitando esse raro momento de vir à Europa, continuo minha peregrinacao pelos ´países-que-provavelmente-nuca-mais-visitarei`. Desta vez a localidades escolhida foi a Sécia, terra das Loiras.

Após uma turbulenta viagem pela cia. aérea mais barata do mundo (em todos os sentidos que vocês possam imaginar, creio que até no quesito piloto barato) chegamos ao distante aeroporto Skavsta NYO, a 100 km de Estocolmo, nosso destino final.

Um pequeno detalhe que nao comprometeu, mas atrapalhou um pouco nossa visita foi a distância que nosso albergue ficava do centro da cidade. Como chegamos a 1h da manha, nada estava aberto, ou quando estava, o dono do estabelecimento nao falava ingles. Apos muita andanca, chegamos finalmente ao distante e caro (30 euros a noite), mas muito confortavel Bed and Breakfast, aonde dormimos em uma das mais aconchegantes camas da Europa.

No outro dia, comecamos nossa caminhada em busca das belezas suecas. CALMA! Não estou falando somente das loiras que dominam o local, e sim dos pontos turísticos interessantes da capital.
Pelas ruas de pedra, as lojas de suvenirs atraíam os turistas, com presentes típicos do país. Na parte antiga da cidade, visitamos o castelo e a bela catedral de Estocolmo. Construída a mais de 700 anos, ela passou por uma reforma durante o período para tornar-se ainda mais monumental. Dentro, uma bela escultura de Sao Jorge, e um candelabro suspenso que exaltava a serenidade do local.

Pegamos um barco que corta os amplos canais da cidade (me senti em Veneza) com o mesmo ´Day Ticket` (90 coroas, +- 9 euros) que utilizamos para o trem e metrô. Chegando do outro lado, tínhamos uma infinidade de museus para escolher, já que Estocolmo é uma das cidades com mais museus por km quadrado do mundo. Escolhemos entao o museu das armas (Armeemuseum - 40 coroas, fica na Riddargatan 13, 11435 Stockholm).

O local conta a história da guerra e suas ´ferramentas` desde seus primórdios, enfatizando muito as guerras no período medieval, onde a Suécia tinha grande participacao. O país, porém, é marcado por diversas derrotas nessas guerras.
Um passeio com belas imagens e boa história. Vale as 40 coroas.

Nesse mesmo ainda caminhamos para o estádio onde o Brasil, a 50 anos atrás, ganhou seu 1o caneco. Mas com todos os portoes fechados e um com o anoitecer
proximo (mesmo às 4:30 da tarde), tiramos fotos somente do lado de fora (essa historia nao acaba aqui, continuem lendo).

Voltamos para casa para nos prepararmos para a noite Sueca. Após atravessar, entramos no Laroy, uma casa noturna que nos recomendaram. Porém um de nossos amigos foi retirado pelos segurancas, devido ao seu alto grau de indisciplina resultante de alguns muitos copos de wisky. Infelizmente, saímos juntos, e após muita briga, conseguimos entrar em outra casa noturna, gracas a simpatia do seguranca iraquiano que adora futebol e o Brasil.
Dancamos até as 3 da manha, quando as luzes simplesmente se acenderam e deram fim a balada de todos no local. Na volta para o hotel, caminhamos em meio da neve que caiu incessantemente até o dia seguinte.

No domingo, após tomar café e rumar para o centro, decidi sozinho voltar ao estádio. Novamente fechado, andei, andei e rodei todo o local, até descobrir uma fresta no antigo portao de mais de 50 anos.
Apesar do local movimentado (o estádio é quase no meio da cidade), esperei 30 minutos para minha sorrateira entrada. Com a rua vazia, joguei minha mala por cima da grade e passei pelo vao, e lá estava eu, rumando para o historico local.


Ao subir a arquibancada, me deparo com o verde do gramado totalmente coberto pela branca neve! Uma visao maravilhosa e inesquecivel, que registrei incessantemente com minhas cameras. O curto e ilegal momento que eu imaginei tornou-se longo e proveitoso. Entrei no campo, na tribuna de honra, coloquei nossa linda bandeira exposta para todos (ou ninguém). Filmei tudo que podia (confira algumas partes aqui).

E para finalizar essa viagem, reencontrei meus amigos e fomos jantar em um local muito interessante, que vale uma dica para os próximos aventureiros do país da neve.
O local se chama Kungshallen, e fica na Kungsgatan 43, próximo ao Concert Haus. Nesse inusitado restaurante você pode escolher entre 15 tipos de cozinhas das mais diversas partes do mundo. Mexicana, Malasiana, Grega e 12 outras, para um refeicao relativamente barata (até 10 euros) e muito saborosa.

Proxima viagem: Irlanda, para o jogo do Brasil!!! Mais uma vez com a selecao!

Até mais galera!

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Polônia - AUSCHWITZ


Ha muito o que falar sobre Auschwitz. As palavras, porém, se perdem junto aos flocos de neve que caíram nesse dia frio de visita ao maior campo de concentracao nazista da 2a Guerra Mundial.


Visitei o local um dia muito importante. No dia 27 de janeiro comemorou-se o 63o aniversário da libertacao do campo de Auschwitz pelas forcas aliadas. Com isso, tive a honrade presenciar algumas homenagens, como esta que voce confere no vídeo abaixo.

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Um violinista tocando para Auschwitz

Um local incessantemente lavado com o sangue dos milhoes de judeus mortos, Auschwitz remete aos seus visitantes um sentimento de dore tristeza, e que tento mostrar nas fotos abaixo. Publico-as sem nenhuma legenda, pois as fotos pintadas com o branco da neve tomam a funcao das palavras. Definitivamente, este é um local que deveria ser visitado por todos os seres humanos do planeta, para um momento de reflexao sobre a importancia da vida.

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Neve em Auschwitz - 27.01.08

Luis Corvini Filho

Semana de 21 a 25 de janeiro - Grüne Voche e Cinema em alemão...WAS??

Quantos gramas, senhor?

Uma grande feira com comidas, petiscos, temperos e especiarias de todos os cantos da Europa (e da China também). Essa é a Grüne Woche, uma gigantesca feira que acontece anualmente no mês de janeiro em Berlim. Em sua a edicao, a feira reuniu diversos países, com degustacoes de vinhos alemaes, queijos suicos, sorvetes italianos e outras ´delicatessen` dos arredores.

A parte mais interessante da feira era com certeza a de produtos italianos. Um dos vendedores cantava animadamente ´Neu blu di pinto de blu` e divertia a todos.
Confira uma de suas performances nesse link.


Outra parte interessante de minha semana foi a experiencia de ver um filme em alemao, com o detalhe de nao saber falar essa lingua direito. Fui ver PS: Ich Liebe Dich (para os romanticos de plantao, essa é a frase em alemao para Eu te Amo, entao podem dar ctrl+c ctrl+v). O filme é muito interessante (pelo menos o tanto que eu entendi), mas nao vou me arriscar a recomendá-lo, já que talvez ele em sua lingua original nao seja tao interessante, hehehe.

Bom, em seguida, POLÔNIA e AUSCHWITZ.
Thuss und bis bald!!